quinta-feira, 19 de maio de 2011

A tal linguagem que seduz



Por Lorena Dias


Ao contrário do que todos pensam a publicidade não impõe à sociedade os seus produtos, ela seduz os consumidores através de alguns mecanismos que deixam esses produtos atraentes para serem consumidos. Dentre esses mecanismos de sedução, a gente pode destacar a linguagem publicitária, que busca sempre persuadir e convencer os consumidores.
Antigamente, a linguagem publicitária tinha a função apenas de informar o preço e as condições dos produtos. A partir da década de 60, isso mudou, e ela passou a anunciar não somente o produto, mas tudo aquilo que o produto representa à sociedade. Atualmente, compra-se o símbolo, a idéia, a marca, e não, propriamente, o produto.
Utilizando do modo imperativo, as pessoas são ordenadas de forma direta a consumir. “Compre, use, beba”, são ordens comuns feitas pelos anúncios publicitários. Esses também usam de persuasão, exaltando as qualidades do produto, dizendo que ele é o melhor, que só ele é capaz de proporcionar determinada coisa. E, principalmente, de sedução, prometendo abundância, progresso, lazer, beleza, juventude, entre outros.
Através desses artifícios ela trabalha em cima do individualismo do consumidor, direcionando a propaganda a depender do público. Quando se trata de um produto voltado para a “massa”, por exemplo, são usados termos mais coloquiais para compor a linguagem. Quando esse produto é voltado para o publico infantil, é comum aparecerem palavras no diminutivo, ou quando se trata do público adolescente as gírias e o chamado “internetês” são os mais utilizados.
 Além disso, ela trabalha também em cima do produto que se deseja divulgar. A publicidade comercial estimula os sonhos, desejos e um universo perfeito. Já a publicidade política busca apresentar os valores éticos e sociais. Mas, independente do tipo, a linguagem publicitária constrói seus argumentos com a intenção de convencer as pessoas de forma consciente ou inconsciente, utilizando procedimentos como: poesia, música, teatro, imagem familiar, entre outros.
Agora, com toda essa explicação, fica fácil identificar a linguagem publicitária, não é mesmo?

                                                                                                             

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